
O governo federal anunciou nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, a ampliação do programa Gás do Povo, com impacto estimado de R$ 300 milhões. A medida foi adotada para tentar conter os efeitos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã sobre o preço do gás de cozinha no Brasil.
A principal mudança será o aumento do preço de referência do programa, que serve como base para o subsídio concedido às famílias de baixa renda. Além disso, o governo também vai reabrir o prazo de adesão ao benefício, ampliando o alcance da política social.
A decisão está diretamente ligada à crise internacional no Oriente Médio. Após ataques e tensões militares, o Irã chegou a fechar o Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial.
Com isso, o preço do barril disparou no mercado internacional, ultrapassando os 100 dólares. O impacto foi sentido globalmente e refletiu no aumento dos combustíveis e do gás de cozinha no Brasil.
A ampliação do Gás do Povo faz parte de um conjunto maior de ações do governo federal para conter os impactos da crise. O pacote inclui:
Subsídios ao diesel
Isenção de tributos como PIS/Cofins
Incentivos ao gás de cozinha
Possível aumento da mistura de etanol na gasolina
O custo total dessas medidas pode ultrapassar os R$ 30 bilhões.
O programa Gás do Povo é voltado para famílias de baixa renda e garante a recarga gratuita ou subsidiada do botijão de gás, item essencial no dia a dia.
Na Paraíba, por exemplo, mais de 226 mil novas famílias foram incluídas recentemente no programa, ampliando o alcance da política social no estado.
O aumento no preço do gás afeta diretamente o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda. A ampliação do programa surge como uma tentativa de reduzir esse impacto em um cenário global instável.
A medida também mostra como conflitos internacionais podem influenciar diretamente o custo de vida no Brasil, atingindo desde combustíveis até itens básicos como o gás de cozinha.
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