
O Brasil se despede de um dos maiores nomes de sua história esportiva. Morreu nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, aos 68 anos, o ex-jogador Oscar Schmidt, referência mundial do basquete e símbolo de dedicação à seleção brasileira.
Oscar passou mal em sua residência, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, e foi socorrido em estado grave. Apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu após dar entrada na unidade hospitalar.
Conhecido como “Mão Santa”, o ex-atleta construiu uma trajetória única no esporte. Foram quase três décadas de carreira, marcadas por números impressionantes e, principalmente, por uma relação rara com a camisa da seleção brasileira.
Nascido em 16 de fevereiro de 1958, em Natal (RN), Oscar se destacou ainda jovem e rapidamente se tornou protagonista no basquete nacional. Ao longo da carreira, acumulou 49.973 pontos, um dos maiores registros da história mundial da modalidade.
Mais do que números, sua trajetória foi construída com escolhas que reforçaram seu compromisso com o Brasil. Oscar recusou propostas da NBA para continuar defendendo a seleção brasileira, tornando-se um dos maiores símbolos de entrega ao esporte no país.
Ele participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos, sendo por muitos anos o maior pontuador da história da competição, além de ter atuado em clubes do Brasil e da Europa, com destaque para passagens pela Itália e Espanha.
Nos últimos anos, Oscar enfrentava complicações de saúde decorrentes de um tumor cerebral diagnosticado em 2011, passando por tratamentos e cirurgias. Mesmo assim, manteve uma postura pública de força, otimismo e proximidade com os fãs.
A morte de Oscar Schmidt representa mais do que a perda de um atleta. Marca o fim de uma era em que talento, personalidade e identidade nacional caminharam juntos dentro das quadras.
Seu legado permanece não apenas nos recordes, mas na inspiração deixada para gerações de atletas e torcedores que cresceram vendo no basquete um esporte possível, e grandioso.
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