No dia 27 de janeiro de 1967, os astronautas norte-americanos Virgil “Gus” Grissom, Edward White II e Roger Chaffee participavam de um teste em solo na cápsula da Apollo 1, em Cabo Canaveral, Flórida. Após o fechamento da escotilha, os astronautas iniciaram alguns testes internos.
Um curto-circuito provocou um incêndio dentro da cabine, que foi rapidamente intensificado pela atmosfera de oxigênio puro. Devido à dificuldade de abrir a porta da cápsula, tanto por dentro quanto por fora, o acidente resultou na morte dos três astronautas.
O programa Apollo foi suspenso por 10 meses para corrigir possíveis falhas, como a utilização de fiação elétrica de fácil combustão, o desenvolvimento de roupas à prova de fogo para os astronautas, a modificação da porta da cápsula para permitir abertura mais rápida por fora e melhorias na comunicação via rádio, que também apresentou falhas durante o ocorrido.
Esse evento trágico representou uma virada na segurança do Projeto Apollo, que teve início em 1961 e foi concluído em 1972. O programa levou 12 homens à Lua, apesar de desafios como o defeito no tanque de oxigênio da Apollo 13, que impediu o pouso da missão.
Ao todo, cerca de 400 mil pessoas trabalharam no projeto, que consumiu, em valores atualizados, aproximadamente 250 bilhões de dólares cerca de 4% dos gastos públicos dos Estados Unidos na época. O ponto máximo do programa foi o pouso do primeiro homem na Lua, Neil Armstrong, em 20 de julho de 1969.
Graças a esse avanço, a tecnologia deu um salto significativo, impulsionando o desenvolvimento de transistores, chips, computadores, GPS, celulares, entre outros.
Agora, a expectativa se volta para o retorno do homem à Lua, previsto para 2028, com o Projeto Artemis III.
“Viva a ciência, viva a tecnologia.”
Este é apenas o começo. Este texto marca o início de debates, reflexões e algumas provocações que, ao longo do tempo, serão compartilhadas nesta coluna. Acompanhe as próximas publicações, porque esse tema ainda renderá muitos capítulos.