
Um estudo realizado pela Universidade Federal da Paraíba revelou que a temperatura média de João Pessoa aumentou mais de 4°C entre os anos de 2013 e 2022. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, e acendem um alerta sobre as mudanças climáticas na capital paraibana.
A pesquisa foi desenvolvida por meio do projeto de extensão Pedagogia Urbana, com base na análise de imagens de satélite ao longo dos anos. O levantamento identificou um aumento de aproximadamente 4,5°C na temperatura de superfície da cidade durante o período analisado.
Segundo os pesquisadores, o crescimento urbano desordenado é um dos principais fatores por trás desse cenário. Entre os pontos destacados estão a redução de áreas verdes, a impermeabilização do solo e a verticalização da cidade.
Além disso, o aumento do uso de ar-condicionado e o trânsito intenso também contribuem para a elevação das temperaturas, criando o chamado efeito de “ilhas de calor” em áreas mais urbanizadas.
O estudo aponta que bairros da orla, como Manaíra, Tambaú e Jardim Oceania, apresentam os maiores índices de desconforto térmico. Nessas regiões, a combinação de urbanização intensa e menor presença de vegetação agrava a sensação de calor.
Moradores já percebem essa mudança no dia a dia, relatando aumento do calor mesmo fora dos períodos tradicionais de verão.
Especialistas defendem que ainda é possível reverter parte desse cenário com medidas como o aumento da arborização urbana, preservação de áreas verdes e revisão das políticas de uso do solo.
A criação de estratégias mais sustentáveis para o crescimento da cidade também aparece como essencial para reduzir os impactos e melhorar a qualidade de vida da população.
O aumento significativo da temperatura impacta diretamente a saúde, o bem-estar e a rotina da população, além de influenciar o consumo de energia e a dinâmica urbana.
O cenário reforça a necessidade de planejamento urbano mais consciente e ações imediatas para evitar que o problema se agrave nos próximos anos.
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