
A dengue segue como principal preocupação de saúde pública na Paraíba em 2026. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), na terça-feira (15 de abril de 2026), apontam que a doença concentra mais de 95% de todos os casos de arboviroses registrados no estado até o início de abril.
De acordo com o boletim epidemiológico, a Paraíba contabilizou 1.831 casos prováveis de arboviroses até o dia 4 de abril. Desse total, 1.757 são de dengue, evidenciando o predomínio da doença em relação às demais infecções transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Outras arboviroses aparecem com números significativamente menores: foram registrados 69 casos de chikungunya e apenas cinco de zika no mesmo período. Não houve notificações de febre do Oropouche até o momento.
Apesar da alta concentração de casos de dengue, o cenário apresenta um dado positivo em relação ao ano anterior. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve uma redução de cerca de 30% nos casos da doença e queda ainda mais expressiva nos registros de chikungunya, que diminuíram aproximadamente 79%. Por outro lado, os casos de zika apresentaram aumento de 25%.
Até agora, não há mortes confirmadas por arboviroses na Paraíba em 2026. No entanto, três óbitos suspeitos por dengue seguem sob investigação, dois em João Pessoa e um em Bayeux o que mantém o alerta das autoridades de saúde.
Diante do cenário, a SES-PB tem intensificado ações de combate ao mosquito transmissor em parceria com os municípios. Entre as medidas adotadas estão o uso de fumacê em áreas prioritárias, capacitação de agentes para aplicação de larvicidas e ampliação do monitoramento com ovitrampas, dispositivos que ajudam a identificar a presença do Aedes aegypti.
A Secretaria reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de água parada — prática essencial para impedir a reprodução do mosquito. A recomendação inclui cuidados simples, como manter caixas d’água vedadas, limpar recipientes e evitar o acúmulo de lixo em áreas abertas.
A dengue é hoje a arbovirose mais comum no mundo e representa um desafio constante para regiões tropicais, como o Nordeste brasileiro, onde fatores climáticos favorecem a proliferação do mosquito transmissor.
Se tá movimentando a Paraíba, tá na Vibe.